Fábrica Santa Adélia

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A Fábrica de tecidos fundada pelos Irmãos Alcebíades e Juvenal de Campos, inicialmente Fabrica Santa Cruz, passa em 1927 a pertencer a firma Campos Irmãos & Cia, especializada na produção de fios destinados a outros centros fabris e tecido de algodão, representa a segunda geração de indústrias têxteis do Estado de São Paulo. Iniciou suas atividades em 1908, sendo a segunda fábrica têxtil a se instalar em Tatuí. Superou em 1943 um grande incêndio e teve as portas fechadas no final da década de 80, com a decadência do algodão. Hoje é conhecida como a Fábrica Santa Adélia, é tombada pelo CONDEPHAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), sua fachada foi totalmente restaurada
abrange o Supermercado COOP e o Banco do Brasil.

Localização: Acesso pelas ruas Cel. Lucio Seabra, Juvenal de Campos e Santa Cruz

Casarão dos Guedes

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Ícone de uma época, o imóvel impressiona pela beleza da construção e atrai pela curiosidade. Localizado em área central, o prédio faz frente com o Complexo Fabril São Martinho.

Localização: Rua Nhô Nhô da Botica, 291 – Centro
Fechado para visitação

Fábrica de Tecidos São Martinho

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A Fábrica São Martinho, no Município de Tatuí, é pioneira entre as indústrias têxteis no Estado de São Paulo e foi constituída a partir de iniciativas envolvendo a acumulação de capital gerado nos setores agrícola e comercial; essa configuração é típica da história empresarial paulista. Representa local de convívio social e é referência afetiva e de localização, sendo destaque na paisagem urbana de Tatuí.

O Sr. Manoel Guedes Pinto Mello no ano de 1881 começou a construção da Fábrica de Tecidos São Martinho, nome dado em homenagem ao seu pai (Martinho Guedes Pinto de Mello). Tratava-se de uma verdadeira epopeia para época, já que ainda nem existia o trem de ferro e tudo era transportado em carro de bois. No início eram apenas 54 teares vindos da Inglaterra.Atrativos Turísticos de Tatuí.

A Fábrica construída pelo engenheiro Dr. Otto Andersen, produzia tecidos, cobertores e toalhas, produtos que eram, inclusive, exportados. E foi uma das mais importantes indústrias têxteis da América do Sul.

O Conjunto Fabril formando um grupo conciso com mais de 10.000m², composto de cerca 45 edifícios: o casarão do proprietário, a casa do gerente, 39 casas de operários e diversos galpões fabris dispostos ao longo de cinco grandes quadras.

Hoje, os edifícios encontram-se ainda em razoável estado de conservação, sendo que apenas as habitações de menor porte possuem uso, sendo alugadas para moradia.

A Fabrica tornou a cidade de Tatuí, a maior produtora do chamado “Ouro Branco” no sul do país. A indústria têxtil, que chegou a trabalhar com mais de 250 teares, promoveu significativas mudanças em Tatuí e região como a chegada da Ferrovia Sorocabana à cidade e a instalação da Companhia de Força e Luz – de posse da própria indústria têxtil- a qual atendia não comente Tatuí, mas também as vizinhas Conchas e Pereiras. Na década de 1970, após franco declínio, a Companhia fechou, tendo pertencido à Dario Meirelles e a Família Chamas.

O tombamento feito por meio do processo 31.877/94 – CONDEPHAAT – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico, recai sobre a unidade fabril (edifício principal e toda quadra em que se situa), casa da família proprietária, de hóspedes e conjunto de moradia de trabalhadores.

Localização: Rua Nhô Nhô da Botica, 224/298 – Centro
Fechado para visitação

Igreja Matriz Nossa Senhora da Imaculada Conceição

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No ano de 1829, Nossa Senhora da Conceição passa a ser a Padroeira de Tatuí, ano este que o Bispo Dom Manoel Joaquim Gonçalves de Andrade de São Paulo, deu licença para construção da Igreja que somente foi iniciada em 1884 ano de colocação da pedra fundamental da igreja, cuja solenidade foi presidida pelo tatuiano Cônego João Clímaco de Camargo.

A Santa Padroeira tem esse título litúrgico e é celebrada no dia 08 de dezembro. A festa de Nossa Senhora já existia no calendário romano, mas o dogma da Imaculada Conceição de Nossa Senhora foi proclamado pelo Papa Pio IX em 1854 com a bula Ineffabilis Deus.

A Igreja com porte e estilo de catedral preserva detalhes arquitetônicos do século XIX. Os afrescos existentes em seu interior foram pintados pelo pintor piracicabano Mário Tomazzi, e impressiona pela beleza e estado de conservação. A Igreja Matriz foi a primeira obra da cidade a utilizar tijolos cerâmicos.

Em 4 de dezembro de 1927 foi inaugurado o relógio que está na torre da Igreja.

Em 8 de dezembro de 2006, foi eleita pelo povo como Patrimônio Histórico e Cultural da Cidade. No dia 9 de junho de 2007, foi assinado pelo então, prefeito Luiz Gonzaga Vieira de Camargo o decreto de tombamento da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, que passou a integrar o conjunto de prédios históricos do município.

A Igreja passou com grandes reformas no decorrer dos anos, e na comemoração dos seus 180 anos, o Padre Milton de Campos Rocha, fez o pedido a Diocese ao Bispo Dom Gorgônio Alves da Encarnação Neto para sua elevação a Santuário, onde foi concedida no dia 8 de dezembro de 2009.

O prédio é tombado pelo patrimônio histórico é considerado verdadeira relíquia da história da cidade.

Localização: Praça da Matriz, Centro
(15) 3251-4090 – Horários de Missas: Segunda a Sexta 7h, Quarta-feira 12h, Sexta-feira às 15h, Sábado às 8h e às 19h30 e Domingo às 8h, 11h e às 19h (fechado para visitação apenas nas segundas-feiras)

Capela de São João do Bemfica

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A Capela de São João do Benfica é o local onde surgiu o primeiro povoado de Tatuí, por volta de 1823, segundo registros históricos. Segundo o historiador Renato Ferreira de Camargo, a povoação de ‘Nossa Senhora Del Populo’ surgiu simultaneamente à fundação da Fábrica de Ferro do Ypanema, pelos irmãos Cabral, Manoel Fernandes de Abreu e Martins Garcia Lumbria. A povoação, pertencente ao distrito de Sorocaba, originou, mais tarde, a cidade de Tatuí.

Sabendo das atividades religiosas em Ipanema, a igreja transferiu o título de paróquia a uma capela construída pelo povo no sítio e povoado de ‘Tatuhú’. São João do Benfica foi condecorada com título de paróquia em 1818. No mesmo ano, os moradores de Tatuhú construíram nova capela, denominada São João Batista, no bairro do Benfica. Em 19 de agosto de 1817, o território de São João de Ypanema foi desmembrado de Sorocaba, e nele criada uma paróquia, tendo por matriz a capela de São João, de propriedade da fábrica de ferro. Em 22 de fevereiro de 1823, o padre Gaspar Antonio Malheiros, que assumira a capela dois anos antes, escolheu o território de Ypanema para a construção da igreja matriz. A imagem de São João Batista, porém, foi retirada pelos moradores de Tatuhú e colocados por eles numa capelinha do bairro. A capela foi reconstruída em 1970 por Laurindo Dias Minhoto, ano em que ele encontrou nos campos do Benfica uma velha cruz de madeira e, sob a qual, mandou construir a capelinha de palhas de indayá. Em sinal de protesto à decisão do padre – em transferir a matriz -, os moradores batizaram a capela de São João do Benfica, indicando que ali, onde Tatuí nasceu, deveria ficar a paróquia.

A Capela foi reconstruída em 1926, durante o governo Norman Bernardes, e reinaugurada com missa solene no dia, em comemoração ao centenário de Tatuí. Em 1971, foi reformada na gestão do prefeito Orlando Lisboa de Almeida.

Restaurada em 1999, com mão-de-obra da Prefeitura Municipal e doação de parte do material pela comunidade.

Localização: Estrada Municipal Moises Martins Km 4, Distrito de Americana
Telefone (15) 3259-4135 – Departamento Municipal de Turismo
Visitação com agendamento prévio

Escola Municipal de Ensino Fundamental “João Florêncio”

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Foi o primeiro Grupo Escolar de Tatuí. Esse grupo foi constituído por dois outros que tiveram funcionamento à parte, o da seção masculina e o da feminina. O grupo escolar masculino foi criado por deliberação do Conselho Superior, em 4 de outubro de 1895, e instalado em 27 de novembro do mesmo ano, anexando-se para isso as escolas masculinas então providas. O grupo escolar feminino foi criado por aviso de 11 de outubro de 1897, que autorizou o professor Cesário Lange Adrien, inspetor do 37º distrito, a reunir as escolas destinadas às meninas e dirigir interinamente o estabelecimento. A instalação aconteceu em 25 de outubro de 1897, com a anexação das escolas femininas. O Grupo Escolar de Tatuí, com ambas as seções, foi instalado em 21 de março de 1898, quando foi dispensado o diretor da seção masculina e nomeado diretor desse grupo o professor Cesário Lange Adrien. Data de 1909 a construção de um prédio próprio, que esse edifício fez parte de um conjunto de projetos para 4 escolas, de autoria de Manuel Sabater.

Pelo alto valor histórico na evolução educacional do Estado de São Paulo, juntamente com outras 122 escolas públicas da capital e do interior, seu prédio foi tombado pelo Conselho do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (CONDEPHAAT).

Localização: Rua Cel. Aureliano de Camargo 21, Centro

Escola Estadual Barão do Suruí

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A praça é popularmente conhecida como “Praça do Barão”, por em seu entorno está localizada a Escola Estadual Barão de Suruí. O prédio foi construído no ano de 1917, padrão dos grandes grupos escolares, com acréscimo de espaços para biblioteca e laboratório, com autoria de Carlos Rosencranz. Exemplar de uma das tipologias de edificação escolar implantadas durante a Primeira República pelo Governo do Estado de São Paulo, como parte da política pública de amplos investimentos feitos para promover a educação básica da população, ministrada fundamentalmente nos Grupos Escolares, e a formação adequada de professores, nas Escolas Normais. As construções resultaram de projetos e obras realizadas pelo Departamento de Obras Públicas (DOP), estrutura ligada à Secretaria da Agricultura responsável por criar e manter a infraestrutura paulista.

Tombado por meio da resolução 60, de 21/07/2010 pelo CONDEPHAAT – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico São Paulo.

Localização: Rua Maneco Pereira 515, Centro

Estação Ferroviária

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A Estação foi aberta em 1889 como ponta de linha do ramal. Em 31 de julho de 1950, a eletrificação do ramal foi inaugurada em seu primeiro trecho. Depois da supressão do trem de passageiros do ramal, em 1978, a estação perdeu suas funções. Com a ativação do trem Sorocaba-Apiaí, em 1997, ela voltou a funcionar. A estação ainda funciona, como estação intermodal da ALL, atual concessionária da linha.

HISTÓRICO DA LINHA: O ramal de Itararé começou a ser construído em 1888, partindo da estação de Boituva, mas somente em 1895 chegou a Itapetininga, com extensão de 65 km. Somente em 1905 as obras foram retomadas, e em abril de 1909, a estrada chegou finalmente a Itararé. Sempre crescendo em importância por causa de sua ligação com o sul, o ramal passou a sair da estação nova de Santo Antônio – hoje Iperó – em 1928, aproveitando as obras de retificação e duplicação da linha-tronco, diminuindo o trecho em 23 km. Em 1951, a linha foi eletrificada até Morro do Alto. Em 1960, até Itapetininga e não passou daí. Em 1978, o tráfego de passageiros no ramal foi extinto. Em 1973 foi construído, de Itapeva, um ramal para Apiaí, e desse, outro para Pinhalzinho, que encontrava a nova linha que vinha da região de Curitiba. O trecho a partir de Itapeva acabou desativado depois que o trecho paranaense até Jaguariaíva foi suprimido, nos anos 90. Entretanto, em 22/12/1997, o trem de passageiros, voltou a funcionar, desta vez entre Sorocaba e Apiaí. O trem, com algumas interrupções, funcionou até fevereiro de 2001. O trecho entre Itapeva e Itararé teve os trilhos arrancados em 2001.

Localização: Av. Dr. Salles Gomes com a Rua Chiquinha Rodrigues
Mais informações (15) 3259-4135 – Setor de Turismo.