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“NOITE DA SERESTA COM TERNURA” – ESPECIAL DE 10 ANOS DESTE PROJETO SERÁ NESTA SEXTA-FEIRA (18/8), NO MUSEU “PAULO SETÚBAL”

Esta sexta-feira (18/8) será de muita festa e, é claro, muita música para comemorar, pois a tradicional “Noite da Seresta com Ternura” está completando 10 anos. Com isso, a partir das 19h, o Museu Histórico “Paulo Setúbal”, da Prefeitura de Tatuí, realizará uma apresentação especial com o Grupo “Seresteiros com Ternura”, contemplado no “3º Festival de Arte e Cultura de Tatuí”.

Na ocasião, por meio do Projeto “Ilustres Tatuianos”, os homenageados serão os músicos integrantes do “Seresteiros com Ternura”: Carlos Mendes (timba); Léo da Sanfona (sanfona); Maria Inês Camargo (voz e afoxé); Paulo Rita Aguar (cavaquinho); e Pedro Adilson Pavanelli (violão). Eles focam na tradição seresteira, considerada uma grande manifestação da cultura brasileira, visando ressaltar a vocação do Museu de salvaguardar a história de Tatuí e dos tatuianos.

A apresentação será gratuita. O Museu Histórico “Paulo Setúbal” está situado na Praça Manoel Guedes, n° 98, Centro. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (15) 3251-4969 ou pelo e-mail museupaulosetubal@tatui.sp.gov.br.

SOBRE O “SERESTEIROS COM TERNURA”

Criado em meados do ano 2000, o grupo se apresentou publicamente pela primeira vez no início de 2002, debaixo de uma árvore – conhecida pelo nome “chorão” – que ficava nos jardins do Conservatório de Tatuí, em frente à rodoviária. Desde então, está inserido nas atividades culturais do município, se apresentando até mesmo em festas de cidades da região.

Desde 2007, o Grupo “Seresteiros com Ternura” representa Tatuí no Festival “Revelando São Paulo”. Com foco na difusão da seresta, o grupo desenvolve mensalmente, desde 2013, no Museu Histórico “Paulo Setúbal”, o Projeto “Noite da Seresta com Ternura”; em 2018, o Projeto passou a homenagear ilustres cidadãos tatuianos.

No ano de 2020, foi agraciado com o prêmio da Lei Aldir Blanc, de Tatuí, para Coletivos Culturais, repetindo o agraciamento em 2021, mesmo ano em que recebeu o prêmio do 1º Festival de Arte e Cultura de Tatuí, todos realizados com relatórios de Prestação de Execução de Contrapartida, devidamente protocolados.

O “Seresteiros com Ternura” integrou, em 2022 e 2023, o Projeto e Exposição de Artes Plásticas “Terra de Paulo Setúbal”, do artista plástico Mingo Jacob, que circulou pelas cidades de Capela do Alto, Cesário Lange, Cerquilho, Quadra, Porangaba, Laranjal Paulista e Tatuí com o intuito de descentralizar a cultura aos municípios de pequeno porte.

Neste ano de 2023, comemora uma década a frente do Projeto “Noite da Seresta com Ternura”, além de ser contemplado pelo “3º Festival de Arte e Cultura de Tatuí”

SOBRE OS MÚSICOS INTEGRANTES

– Maria Inês de Camargo Machado

A seresteira nasceu em 19 de janeiro de 1947 e a música esteve presente em sua essência desde os 6 anos de idade. O cantar, o alegrar, o sorrir e o transformar momentos da vida das pessoas com sua voz fazem dela a “Cigarra Tatuiana”, como definiu Luís Antônio Voss Campos em sua coluna para o Jornal O Progresso de Tatuí, de 16 de abril de 2016.

Sua primeira vivência escolar ocorreu na Fazenda Santa Marina, de propriedade de Sílvio Lara, situada na estrada Tatuí/Cerquilho, onde iniciou sua trajetória na educação com a professora Julieta Sallum.

Na música, sua primeira apresentação pública ocorreu por meio do apoio de Maria Aparecida Voss Campos e de sua primeira professora, quando foi colocada para participar de um musical, em substituição a uma aluna que estava afastada por catapora.

Maria Inês é autodidata, ou seja, cantora de ouvido. Ela tem um timbre vocal próximo das músicas religiosas antigas e mantem até hoje esse registro vocal devido a formação familiar, que a incentivava a participar de eventos religiosos acompanhando o padre Silvestre Murari. Foi pelo incentivo da família, que tocava violão, cavaquinho, violino, sanfona e pandeiro, que ela se apaixonou pela música.

Participou do Coral do Conservatório de Tatuí, cantou com Cascatinha e Inhana, com as Irmãs Galvão e o momento mais marcante em sua trajetória ocorreu no Teatro Procópio Ferreira, do Conservatório de Tatuí, quando cantou “Ave Maria” ao lado de Agnaldo Rayol. Participou, também, dos festivais de Serestas realizados na Concha Acústica de Tatuí, gravou músicas do compositor tatuiano Roquinho e foi compositora de sambas-enredos nos anos 2011 e 2012 para o Projeto Envelhecer com Qualidade de Vida, do Fundo Social de Solidariedade de Tatuí (FUSSTAT) e, em 2013, para o Bloco do Núcleo Falsa Modéstia.

A seresteira foi professora de Datilografia da escola Remington, de propriedade de Oscar Augusto Silveira Mota. Também foi discotecária da Rádio Difusora de Tatuí ZYL5, nos anos de 1961 e 1962. Foi Miss Terceira Idade em 1997 e Miss Regional Terceira Idade em 1998, na cidade de Itapetininga, sendo agraciada com o segundo lugar.

Em 1982 iniciou, ao lado de Celina Fiuza e Osmil Martins, o “Coral da Seresta” formado pelos ilustres tatuianos: João do Irineu, Zé Fiuza, José Celso Módena, Noel Rudi, Dito Rolim, Wilson Bossolan, Paulo Ribeiro, Nego do Violão, Zé Carlos do Violão, Roberto Rosendo, Pacheco e outros.

O grupo Seresteiros com Ternura, da qual está à frente da coordenação desde o seu início em 2000, teve a primeira apresentação pública em 2002, embaixo do chorão, uma árvore que ficava nos jardins do Conservatório, em frente à rodoviária. Desde 2007 representa Tatuí no Revelando São Paulo, onde apresenta o gênero musical que tanto difunde, a seresta.

Em 2013 criou o projeto “Noite da Seresta com Ternura”, que é realizado mensalmente no Museu Histórico “Paulo Setúbal”, e que em 2018 passou a ter como objetivo fazer homenagens aos ilustres tatuianos.

Maria Inês é viúva de João Aparecido Machado. Mãe de Lucilena Aparecida Talarico da Silva e avó de dois netos: Maria Clara Talarico da Silva e Edson Luís Talarico da Silva.

– Carlos Orlando Mendes

Nasceu em 7 de novembro de 1949. Ainda criança se apaixonou pela música e se tornou autodidata no canto e no violão. Passou sua juventude adorando o instrumento violão e tomando gosto pela percussão.

Participou, por dois anos, da Corporação Musical Santa Cruz tocando um instrumento chamado Bombo. Na Basílica Nossa Senhora da Conceição, integrou, por 20 anos, o Coral João Paulo I, regido pelo professor Luiz Rodrigues Machado, e, no mesmo local, a convite de Maria Inês de Camargo Machado, participou como cantor do grupo “Unidos em Cristo”, também por 20 anos aproximadamente.

Em 2014, também a convite de Maria Inês, ingressou no Grupo “Seresteiros com Ternura”, participando com o violão e na timba até o momento e, ora ou outra, soltando a voz em algumas canções.

– Leonel Antunes da Rosa

Popularmente conhecido como Léo da Sanfona, nasceu em 31 de agosto de 1946. Acordeonista, iniciou sua vocação no instrumento aos 10 anos de idade, em 1956, por incentivo de seu avô que também era acordeonista, mantendo a tradição familiar.

Estudou com o maestro Humberto Beltrami, de 1956 a 1959, e foi instrumentista da banda de baile “Noite Afora”, durante 5 anos na cidade de Boituva.

Desde 2002 integra, a convite de Maria Inês de Camargo Machado, o Grupo “Seresteiros com Ternura”.

– Paulo Rita de Aguar Filho

Natural de São Paulo, nasceu em 2 de setembro de 1954. A intimidade com a música teve início aos 7 ou 8 anos de idade, em meio a uma família autodidata, com o pai e tios que tocavam viola, violão, cavaquinho e gostavam muito de cantar. Em sua memória, guarda a lembrança do pai, na década de 60, sempre com um violão em mãos e os encontros com os amigos em uma roda de samba, onde Paulo sempre o acompanhava com um pandeirinho, o que o permitiu tomar gosto pela música e pelos instrumentos.

Ao se mudar para o interior de Minas Gerais, conviveu com tios e amigos que tocavam instrumentos nas festas da roça, ampliando o interesse pela música e ganhando de seu pai um violão. A permanência no interior de Minas Gerais foi curta, cerca de dois anos. Retornou para São Paulo com uma base musical importante e passou a tocar violão com os amigos, participando até de festivais internos da escola.

Na década de 70, as rádios e TVs “explodiam” as músicas da Jovem Guarda, do Tropicalismo e as internacionais, época em que era comum a formação de pequenos grupos musicais formados por bateria, guitarra solo e outra para base, contrabaixo e um cantor. Com esse formato, amigos e primos resolveram montar um conjunto musical no qual Paulo foi convidado a participar com a guitarra solo; um grande desafio e uma experiência importante por ser um autodidata.

Com os Irmãos Fuchs, amigos da empresa onde trabalhou, levou músicas do folclore alemão para vários jantares dançantes com seu contrabaixo. Nesta mesma empresa, participou de outros eventos musicais, como Festivais de Músicas, com duas composições originais que foram classificadas entre as 10 melhores. Nessa vivência musical, tocou um violão de 12 cordas e cantou como barítono no coral que o Departamento de Recurso Humanos da empresa mantinha, chamado “Coral Fundação Volkswagen”. Lá divulgava, principalmente, as músicas do folclore brasileiro, com destaque para a inesquecível apresentação de fim de ano, em 1985, no Programa “Viola, Minha Viola”, de Moraes Sarmento e Inezita Barroso.

Em 1988, o setor que prestava serviços foi transferido para Tatuí e seu supervisor, sabendo de sua afinidade com a música, usou o seguinte argumento para sua transferência: “Você vai se dar muito bem em Tatuí, pois lá é a Cidade Ternura e a Capital da Música”. Foi então certeiro o aceite para residir e trabalhar em Tatuí, sendo muito bem recebido por vizinhos, amigos de trabalho e da música.

No ano de 2015, em uma apresentação no Museu Histórico “Paulo Setúbal”, conheceu o Grupo “Seresteiros com Ternura” e teve o prazer de tocar timba com eles. Maria Inês, coordenadora do grupo, percebendo seu entusiasmo pela seresta, convidou-o para integrar o grupo e tocar cavaquinho. Paulo aceitou mesmo o cavaquinho não sendo o seu instrumento do dia a dia e foi construindo uma perfeita sintonia musical. Atualmente, é efetivo na equipe, com muito orgulho do “Seresteiros com Ternura”, tocando cavaquinho, violão e, por algumas vezes, dedilhando uma viola.

– Pedro Adilson Pavanelli

Natural de Tatuí, nasceu em 26 de agosto de 1948. É violinista e pianista autodidata. O interesse pelo violão começou aos 14 anos de idade, na época da Jovem Guarda, tocando em diversos conjuntos.

Como pianista, começou a tocar aos 35 anos de idade, se apresentando em formaturas, clubes de serviços e hotéis em São Paulo, Caxambú e Tatuí. Tem um repertório bastante variado, da música nacional à internacional.

Engenheiro aposentado, seu real interesse sempre foi pela música raiz, principalmente pela Seresta, onde acompanhou por muitos anos os principais seresteiros de Tatuí e região. Tanto que, em 2002, Maria Inês de Camargo Machado criou o Grupo “Seresteiros com Ternura” e o convidou para participar. Ele aceitou o convite e há 17 anos faz parte da equipe.